Morto pela inveja

Há uma história que pode muito bem ser verídica que conta um acontecimento verificado na Grécia, com um grupo de amigos e companheiros de um certo atleta.

Esse grupo decidiu batalhar no sentido de erigir, numa das extremidades de determinado parque, uma estátua em homenagem a esse atleta que tanto admiravam.

Encetou-se uma grande campanha, até que fossem alcançados os recursos necessários à realização do projeto.

Em pouco mais de um mês, naquela área escolhida no parque, ergueu-se a tão propalada estátua, homenageando aquele conterrâneo que se sagrara campeão nos jogos públicos, repetidas vezes consecutivas. Era, sem dúvida, uma homenagem justa.

Entretanto, um outro atleta, que havia sido derrotado muitas vezes pelo homenageado nesses mesmos jogos, tornando-se, por isso mesmo, um contumaz rival do campeão, mostrava-se irritado, revoltado e cheio de inveja por não ser ele o alvo daquela tão privilegiada situação. Havendo lutado muito para que o vencedor não recebesse aquele tipo de homenagem, sem contudo conseguir dissolver o intento do grupo, prometeu a si mesmo que destruiria o monumento, custasse o que custasse…

Arquitetou um plano mesquinho, bem próprio de uma pessoa que não sabe perder, e noite após noite, servindo-se da escuridão, penetrava no interior do parque sem ser notado e, munido das ferramentas apropriadas para a execução do seu plano, entrava em ação. Ia lentamente cortando a base da estátua que tanto mal fazia ao seu ego descontrolado e doentio.

Foram várias semanas de atividade destruidora, porque carecia de muita discrição e cuidado no desempenho do plano, para não ser descoberto antes da sua consumação.

Finalmente, estava concluído o seu intento e a imponente estátua do seu competidor rival veio ao chão.

Aconteceu, porém, que ao ruir, caiu exatamente sobre o corpo do destruidor. E foi assim que o invejoso morreu, vitimado pelo seu próprio ato de vingança! A obra mesquinha, realizada com suas mãos, o levou à morte…

Ninguém conseguirá jamais ter uma vida autêntica, se paralelamente abrigar dentro de si pensamento contraditório, alimentado pela inveja. O rei Salomão, em sua sabedoria, afirmou:
“O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos”

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